atenção aos pequenos detalhes…nem tão pequenos assim!texto informativo.

O prazo de validade não está na embalagem





CERTOS PRODUTOS NÃO TRAZEM DATA DE VALIDADE EM SUA EMBALAGEM ,
MAS NEM POR ISSO VÃO DURAR A VIDA TODA.


Há também aqueles cujo prazo de utilização é extenso, mas, uma vez abertos, se deterioram com mais rapidez do que sugere o rótulo. Os riscos de usar algo fora do prazo de validade variam. O produto pode, além de perder o efeito, trazer algum dano para o consumidor: com o passar dos anos, por exemplo, a proteção UV nas lentes dos óculos de grau deixa de funcionar como filtro contra a luz solar. VEJA selecionou nove produtos sem validade definida e, com a ajuda de especialistas e fabricantes, estabeleceu um limite para seu uso, em condições normais de conservação.


ÓCULOS DE GRAU

Validade: 1 a 3 anos

O que acontece depois disso: eles perdem a proteção UV. Para filtrar os raios ultravioleta, as lentes de grau recebem um tratamento especial: são recobertas por uma película protetora de resina. Com o uso diário, e os inevitáveis arranhões, essa camada de tratamento vai se perdendo. Isso não acontece com os óculos de sol, cujas lentes são especialmente feitas para bloquear os raios ultravioleta.


O que reduz sua vida útil: o hábito de limpar os óculos na camisa ou com pano não apropriado é a principal causa de riscos e desgaste da película de UV. As partículas de poeira desses tecidos acabam por arranhá-la.


Como conservá-los por mais tempo: as lentes devem ser lavadas com água e sabão neutro diariamente e secas com lenço de papel. No dia a dia, eventualmente, podem ser limpas com flanela apropriada.


ESPONJA DE LAVAR LOUÇA

Validade: 1 semana 

O que acontece depois disso: o risco de contaminação por bactérias é maior. Os pedaços de alimento que se enroscam nas fibras da esponja, associados à umidade do produto, promovem a rápida proliferação dos microrganismos.


O que reduz sua vida útil: deixá-la úmida ou molhada sobre a pia ou utilizá-la para a limpeza de outros objetos, além da louça.


Como conservá-la por mais tempo: a esponja deve ser lavada com água e detergente após cada uso e guardada seca, em local limpo. Os fabricantes recomendam mantê-la por dez minutos num recipiente com água fervida. Ou, então, ela pode ser colocada no micro-ondas por um minuto, ainda úmida, diariamente.


CHUPETA

Validade: 1 mês

O que acontece depois disso: aumenta o risco de contaminação por vírus, fungos e bactérias, principalmente as causadoras de cáries.


O que reduz sua vida útil: limpar a chupeta de qualquer outra forma que não seja com água e sabão neutro ou detergente.


Como conservá-la por mais tempo: deve ser lavada com água e sabão neutro e fervida por cinco minutos em água ou esterilizada no micro-ondas.

 


RECIPIENTE DE PLÁSTICO

Validade: até que o plástico se deforme e deixe de fechar corretamente.

O que acontece depois disso: o alimento fica em contato com o ar e pode oxidar-se. Comida malconservada oferece sempre risco de intoxicação.


O que reduz sua vida útil: usar garfos e facas, que produzem arranhões no plástico. Uma alternativa são as espátulas de silicone para retirar alimentos da vasilha.


Como conservá-lo por mais tempo: as peças devem ser lavadas com água e sabão e não podem permanecer próximas ao calor, como o do fogão, por exemplo. É preciso estar atento ao tempo de permanência no micro-ondas, para evitar deformação física por aquecimento.

 


BICO DE MAMADEIRA

Validade: 3 meses


O que acontece depois disso: ainda que se use o esterilizador para limpá-lo, o bico vai acumulando bactérias. Antes desse prazo, se o produto apresentar rachadura, também deve ser jogado fora.


O que reduz sua vida útil: lavá-lo com escovas de cerdas ásperas e com muito detergente. O excesso de esterilização também causa desgaste do silicone.


Como conservá-lo por mais tempo: deve ser lavado com água e sabão neutro e fervido por cinco minutos em água ou esterilizado no micro-ondas

 


TÊNIS DE CORRIDA

Validade: 6 a 8 meses

O que acontece depois disso: o amortecimento do tênis sofre desgaste e perde suas características de absorção de impacto, o que aumenta o risco de lesões. “O sistema de amortecimento demora, em média, 24 horas para voltar ao formato natural. Por isso, não é aconselhável usar o tênis dois dias seguidos”, explica Leandro Moraes, gerente da Mizuno.


O que reduz sua vida útil: utilizar o calçado para outras atividades físicas, como percorrer trilhas ou jogar futebol.


Como conservá-lo por mais tempo: além do uso alternado, o tênis dura mais se o modelo for indicado para seu tipo de pisada. A lavagem deve ser feita a mão, com sabão neutro, e a secagem à sombra. Além disso, recomenda-se guardá-lo em lugar arejado.

 


PANELA COM TEFLON

Validade: 3 a 5 anos

O que acontece depois disso: o teflon pode começar a descascar e perder seu poder antiaderente. Embora ele seja seguro, não convém ingeri-lo misturado aos alimentos. Antes desse prazo, se o teflon se desprender, descarte o utensílio.


O que reduz sua vida útil: ferver alimentos que endurecem em alta temperatura, como calda de açúcar, e usar palhas de aço na lavagem para retirá-los do fundo da panela.


Como conservá-la por mais tempo: deve-se lavá-la sempre com esponja macia para não arranhar a película de teflon. Também não se podem usar talheres de ferro e inox para cozinhar ? eles riscam e retiram o teflon da panela.

 


FILTRO DE ÁGUA
 
Validade: 6 meses a 1 ano

O que acontece depois disso: o filtro deixa de eliminar impurezas como limo e ferrugem com eficiência. Outra de suas funções, a de reduzir o cloro da água, também fica prejudicada. Esse prazo só vale para cidades onde a água recebe tratamento prévio, e se baseia no consumo de 3 000 litros de água.


O que reduz sua vida útil: limpar a vela com qualquer tipo de produto químico, inclusive sabão neutro.


Como conservá-lo por mais tempo: em caso de purificadores, recomenda-se a retrolavagem semanal. Para filtros com vela removível, o ideal é lavá-la com escova macia e água.

 


ESCOVA DE DENTES

Validade: 2 meses. Para as crianças, as trocas devem ser mensais

O que acontece depois disso: são dois os problemas. As cerdas perdem a função de limpeza e aumenta o risco de contaminação por bactérias. Há grande concentração de microrganismos, provenientes, principalmente, da comida. Some-se a isso a umidade do banheiro, e tem-se um ambiente propício à multiplicação de bactérias.


O que reduz sua vida útil: não lavá-la apropriadamente a cada escovação e dar a descarga com o vaso sanitário destampado, o que espalha coliformes fecais pelo banheiro e, sim, contamina a escova.


Como conservá-la por mais tempo: manter a escova em potes, com as cerdas para cima, é o mais indicado. A melhor forma de higienizá-la é lavando-a com antissépticos bucais depois de cada escovação. Os mais eficazes são os que contêm na fórmula gluconato de clorexidina 0,12%. É importante trocar a escova depois de um episódio de gripe, resfriado e infecções de boca ou garganta.

 

 
Anna Paula Buchalla
*Texto extraído do grupo Luz cósmica

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