…..”Todas essas doações acabam no bolso dos sacerdotes. Eles nada sabem de Deus, mas são muito instruídos – são capazes de repetir as Escrituras como papagaios. Mas seu anseio interior não é por Deus, não é pela verdade – eles não são buscadores, são exploradores.”

“Você pode perceber: os sacerdotes e os políticos sempre conspiraram contra a humanidade, sempre apoiaram uns aos outros.”

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A religião é a suprema realização do homem.

Além da religião, nada existe – mas também não há necessidade. Seu ser é tão pleno, transborda tanta benção, silêncio, paz, compreensão, êxtase, que pela primeira vez a vida se torna realmente uma canção, uma dança, uma celebração. Aqueles que não conhecem a religião, não conhecem a celebração.

Mas a religião organizada é algo totalmente diferente. Assim, devo deixar bem claro a você que a religião autêntica é sempre individual. No momento em que a verdade se organiza, ela morre; torna-se uma doutrina, uma teologia, uma filosofia, e não mais uma experiência, porque a multidão não pode experimentá-la.

A experiência acontece somente a indivíduos – separadamente.

É praticamente como o amor. Você não pode ter organizações de amor para que não precise mais se preocupar – a organização cuidará de tudo, o sacerdote amará em seu nome. Mas é isso que aconteceu à religião.

Cada vez que uma pessoa descobre a verdade, imediatamente uma das partes mais espertas da humanidade – os sacerdotes – a cerca. Começam a compilar suas palavras, a interpretar suas palavras e a deixar claro às pessoas que se elas quiserem conhecer a verdade terão de fazê-lo por intermédio deles – eles são os agentes de Deus.

Nomeiam-se profetas, mensageiros. Eles podem escolher qualquer nome, mas a realidade é que se autonomearam agentes de Deus. Eles não conhecem Deus, mas em nome de Deus exploram a humanidade.

A religião organizada é uma outra forma de política. E como sempre condenei a política como a atividade mais baixa dos seres humanos, minha atitude quanto às religiões organizadas é a mesma. Você pode perceber: os sacerdotes e os políticos sempre conspiraram contra a humanidade, sempre apoiaram uns aos outros.

Partilharam as coisas entre si, de modo que sua vida, neste mundo, pertence ao político – aí ele é o soberano; e sua vida interior pertence ao sacerdote – aí ele é o soberano.

Fica-se às vezes tão perplexo… parece inacreditável que mesmo no século vinte o papa pôde declarar, alguns meses atrás, que comunicar-se diretamente com Deus é pecado. Você deve comunicar-se através do canal correto, o sacerdote, porque se as pessoas começarem a ir diretamente a Deus, confessando-se a Deus, orando a Deus, os milhões de sacerdotes ficarão desempregados.

Eles não fazem nada; sua única função é a de enganá-lo. Por você não entender a linguagem de Deus e por não ser tão evoluído, com um simples pagamento – uma doação à sua igreja ou ao seu templo – eles farão o trabalho por você.

Todas essas doações acabam no bolso dos sacerdotes. Eles nada sabem de Deus, mas são muito instruídos – são capazes de repetir as Escrituras como papagaios. Mas seu anseio interior não é por Deus, não é pela verdade – eles não são buscadores, são exploradores.

Osho, em “Sacerdotes e Políticos: A Máfia da Alma”

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